A partir de hoje, com a volta às aulas, os períodos de pico no trânsito belo-horizontino ficam cada vez mais extensos e já se prevê que o que se chamava, até há pouco, “horário de rush” abrangerá o dia todo. Se confirmada a estimativa de um aumento de 30% a 40% da frota, a lentidão nas ruas da capital será contínua. Está cada vez mais breve o intervalo de relativa tranqüilidade nas ruas, entre esses momentos de concentração de veículos nas vias. Altos investimentos em transporte público (ônibus e metrô), planejamento viário, aceleração da inspeção veicular mecânica - além da ambiental -, emprego de moderna engenharia de tráfego, incentivo à bicicleta e, principalmente, maiores restrições ao uso do automóvel são medidas que podem amenizar a situação, desde que adotadas com urgência.
Veja abaixo um vídeo do Pateta (estúdios Disney) produzido na década de 50 que retrata a sociedade do automóvel de forma educativa e atual.
Fosse o Código de Trânsito Brasileiro regulamentado e cumprido como foi prometido, não haveria bêbados ao volante, o número de atropelamentos seria menor, os motociclistas estariam sob rigorosa fiscalização, os carros sem condições de circular estariam fora das ruas, a civilidade seria maior e uma série de outros fatores de aumento da violência nas vias estariam excluídos.
Nos últimos anos, porém, a legislação de trânsito serviu para que as autoridades, em primeiro lugar, tivessem amparo para instalar equipamentos eletrônicos de controle de velocidade nas ruas e avenidas. Radares e lombadas eletrônicas fizeram a receita das multas se transformar numa das três maiores, principalmente nas grandes cidades, mas quase nada desses recursos foi investido na melhoria do trânsito.
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